Esses dia Caê me ensinou o quanto a gente não sabe soltar as coisas e talvez isso venha, de certa forma, desde que somos pequenos. Me peguei valorizando coisas que nunca imaginei na vida: pum, cocô e arroto 💩🤣
Num mix de cólicas, gases, constipação e descobertas desconfortáveis de como arrotar, soltar pum e fazer cocô, embalei Caê por algumas vezes em músicas autorais sobre ser legal/permitido arrotar, cagar etc
E aí, me deu um estalo: não me lembro dessa minha fase de vida, obviamente, mas lembro que quando maiores, fomos educados a não fazer essas coisas perto de outras pessoas para não passar vergonha ou faltar com educação (principalmente, se não as pessoas são da mesma casa que a gente), tem hora e local adequados para botar pra fora coisas tão fisiológicas e naturais do ser humano e que todos nós fazemos!
Também não fomos educados (pelo menos a maioria de nós) a colocar pra fora nossas emoções, pensamentos, opiniões, posicionamentos etc. Quando colocamos, tememos a falta de acolhimento, escuta e entendimento, julgamento, e por aí fomos aprendendo a guardar, nos entupir, constipar, não processar e ruminar muitas coisas ao longo da vida.
Você guarda/prende/engole ou solta/fala/põe pra fora com mais facilidade?
Também não aprendi a pensar nos bebês como pequenos seres humanos aprendendo absolutamente tudo, o que é muito encantador. Depois que comecei a ficar feliz que Caê tava aprendendo a arrotar, peidar e fazer cocô sem tanta dor e dificuldade e comecei a cantar musiquinhas incentivando isso, percebi que eu também comecei a soltar tudo com mais naturalidade 🤣
a gente se prende tão automaticamente que nem percebe!
